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Andreza de Castro: Livros Alice e Clara e Maria


Semelhanças

Polos opostos se atraem. Os velhos princípios dizem que é verdade. No entanto, humildemente, sem desejar quebrar velhos paradigmas, tenho para mim que isso nem sempre acontece.

Em Clara e Maria, Quitéria optou pela guerra e deixou Gabriel a chorar sozinho. Então, no combate, encontrou alguém parecido em conceitos e ideais, um guerreiro que conquistou seu coração a ponto de esquecer o oposto que ficou para trás e de se casar no campo de batalha.

Sim, Fernanda, talvez Gabriel tenha algumas características de Filipe, embora não tivesse gosto pela guerra. Ambos não levantavam objeções às suas condições, acomodando-se às circunstâncias. Mas será isso suficiente para relacioná-los como semelhantes?

Nesse sentido, embalo-me por Merleau-Ponty. Para o filósofo, nosso corpo nos integra ao mundo, portanto devemos reavaliar o fenômeno da percepção. As diferenças começam pelo corpo, ou seja, é ele que primeiramente nos apresenta a elas.

Olho para duas pessoas, para dois objetos. Eu os vejo e os descubro, mas preciso vê-los, tocá-los. Mas como posso ver os personagens de uma história, ou tocá-los? Essa é uma experiência bem particular.

Quando eu leio um bom livro, consigo quase tocar seus personagens. Posso vê-los, percebê-los. Deixo com vocês essa experiência de percepção do mundo pelo tato, segundo Ponty. É possível sentir isso com os personagens de Clara e Maria? Gostaria que fosse possível.



Escrito por andreza às 14h04
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